quinta-feira, 12 de maio de 2016

Nas anteriores publicações, foram apresentadas algumas das peças de ourivesaria arcaica, classificadas como bens de interesse nacional, parte do espólio do Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa, Portugal), com as designações de «diadema», «colar», «gargantilha» e «arrecada». Destaque para o facto de os termos designativos destas peças terem paralelo com outras peças a nível internacional, nomeadamente «diadem», «necklace» e «collar», com excepção das peças «arrecada», únicas do contexto português. Na presente publicação apresenta-se um outro tipo de peça, ainda na categoria de ourivesaria em arqueologia: «lúnula», com equivalente internacional «lunula».

Em contexto português veja-se sobretudo em

Paralelismo internacional europeu veja-se

http://samlinger.natmus.dk/DO/660

http://www.museum.ie/Archaeology/Exhibitions/Current-Exhibitions/Or-Ireland-s-Gold/early-bronze-age-gold

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=818350&partId=1&bibliography=7772&page=2

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1394412&partId=1&bibliography=7772&page=3

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1395548&partId=1&bibliography=7772&page=3

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1398365&partId=1&bibliography=7772&page=3

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1398662&partId=1&bibliography=7772&page=3

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1360813&partId=1&bibliography=7772&page=2

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1363352&partId=1&bibliography=7772&page=4

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1395547&partId=1&bibliography=7772&page=4

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1395762&partId=1&bibliography=7772&page=4

http://www.britishmuseum.org/research/collection_online/collection_object_details.aspx?objectId=1395769&partId=1&bibliography=7772&page=4 

quarta-feira, 11 de maio de 2016


«Arrecada de Baião. Esta arrecada faz parte de um invulgar tesouro procedente de Baião, distrito do Porto, e que está integrado na colecção de ourivesaria do Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, Lisboa.» em Imagens da História de Portugal, Publicações Alfa

« (...) Da sua composição constam dois pares de arrecadas de idêntica estrutura, com uma placa central com decoração de palmetas envolvida por uma graciosa composição radial de notória expressão heliolátrica, um colar de numerosas contas e pendentes de figuração fitomórfica, uma gargantilha e outros adornos. Pela leveza da sua construção, variedade da temática decorativa, com destaque para os elementos fitomórficos, bem como pela técnica do repuxado, é evidente a sua relação com o mundo tartéssico em que se contam numerosos paralelos datáveis do século VII a. C., tornando-se, assim, entre nós, a mais rica manifestação da corrente de influências então estabelecida por motivos relacionados com a procura dos metais, designadamente o ouro e o estanho, entre esse reino fabuloso do Sul da Península e o Noroeste peninsular. O encanto da concepção veiculada por estes produtos terá sido motivo suficiente para a substituição das jóias maciças, pesadas e lisas ou com decoração geométrica incisa tradicionais, com exemplares conhecidos por toda a região no final da Idade do Bronze. A pervivência desse substrato com a introdução destas inovações técnicas e estilísticas mediterrânicas acrescidas das de origem centro-europeia marcam a originalidade da ourivesaria castreja.» op. cit. José Hermano Saraiva em Imagens da História de Portugal

Atualmente no Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa, Portugal

Outras peças, espólio do Museu Nacional de Arqueologia, Portugal, em

terça-feira, 10 de maio de 2016

«Colar de ouro da Idade do Bronze Final, que fazia parte do "tesouro" encontrado na Herdade do Álamo (Moura, Beja)» em Imagens da História de Portugal, Publicações Alfa

« (...) A Idade do Bronze, à parte final da qual pertence este colar, inicia-se na Península Ibérica durante a primeira metade do 2.º milénio a.C. (...) A joalharia, de tradição local ou centro-europeia, continua uma tradição geométrica que tem as suas origens muito fundo na arte pré-histórica, derivada, entre outros motivos, do tipo e tamanho dos suportes onde era aplicada: triângulos, quadriláteros, decoração "em rede", com o interior liso ou preenchido; os círculos e um dos elementos mais característicos da decoração da Idade do Bronze, a espiral, com evidente significação simbólica. As lâminas de ouro, trabalhadas "a frio", eram decoradas a punção ou cinzel, e ainda na difícil técnica do repuxado.» op. cit. José Hermano Saraiva em Imagens da História de Portugal


Atualmente no Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa, Portugal

Outras peças, espólio do Museu Nacional de Arqueologia, podem ser consultadas em

segunda-feira, 9 de maio de 2016

 «Espólio Funerário da Quinta da Água Branca (Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, Lisboa)» em Imagens da História de Portugal, Publicações Alfa

« (...) Este conjunto arqueológico foi encontrado em 1906 numa cista de inumação individual da Quinta da Água Branca, do lugar de Brea, freguesia de Santa Maria de Lobelhe, concelho de Vila Nova de Cerveira, no vale do Minho, e publicado por José Fortes na revista Portugália. Formado por um largo punhal de lingueta de cobre e objectos de ouro, que incluem dois aros, duas espirais e um diadema de uma peça única feita de uma lâmina rectangular emoldurada com motivo geométrico de ziguezague contínuo e com alinhamentos periféricos de pequenas punções, que são artefactos característicos da Idade do Bronze Inicial também representada na região por outros achados sobretudo da sepultura de São Bento de Balugães e da necrópole de Chã de Arefe (Durrães, Barcelos), ambas situadas no vale do Neiva. O teor geral do espólio referenciado, incluindo a presença de objectos de ouro em ricas sepulturas individuais, pode considerar-se a expressão local e regional de um fenómeno contemporâneo e generalizado pela Europa Ocidental que assistiu ao aparecimento de uma nova ordem social marcada por uma forte diferenciação de estatuto conexa com a formação de grupos culturais e independentes adstritos a focos determinados de actividade metalúrgica e entre si correlacionados por uma série de contactos na área atlântica que serão cada vez mais intensos no decurso da Idade do Bronzeop. cit. José Hermano Saraiva em Imagens da História de Portugal


Atualmente no Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa, Portugal
Veja-se sobretudo em http://www.museuarqueologia.pt/?a=3&x=3&i=43

Paralelismo internacional europeu:

http://samlinger.natmus.dk/DO/2289

http://samlinger.natmus.dk/DO/887